Saúde recolheu e investigou 251 morcegos e 118 macacos na capital, com três casos positivos de raiva em animais
Após a confirmação de três casos de raiva humana no Brasil em 2025, a Diretoria de Vigilância em Zoonoses da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) divulgou uma série de orientações à população para evitar a disseminação da doença por meio do contato com animais silvestres.
“Com as campanhas massivas de vacinação, nós não temos casos de raiva humana transmitida por cães há mais de 10 anos no país. No entanto, animais silvestres como macacos e morcegos continuam a propagar a doença, atingindo o ser humano”, explica o diretor de Vigilância em Zoonoses, Carlos Lemos. “Nos três casos confirmados da doença no país em 2025, o vírus foi transmitido às pessoas por meio de animais silvestres. As três pessoas vieram a óbito, confirmando que a raiva é uma doença de alta letalidade”, destaca o diretor.
Segundo o órgão, ao encontrar macacos e morcegos em solo, a orientação é não se aproximar dos animais. “Morcegos, por exemplo, não têm o hábito de permanecer no solo. Quando encontrados nessa condição, podem estar debilitados ou doentes, o que aumenta o risco de exposição para pessoas e animais domésticos”, disse o biólogo da SMS, Daniel Graziani. “A orientação é comunicar imediatamente a diretoria, para que seja efetuado o recolhimento seguro do animal, identificação da espécie e coleta de amostras para testagem”, afirma o profissional.
Em 2025, a SMS recolheu e investigou 251 morcegos e 118 macacos em toda a capital e três casos da doença foram confirmados entre os morcegos recolhidos. “Muitas pessoas, ao encontrar morcegos e macacos debilitados ou mortos, querem capturar ou recolher o animal e depois entrar em contato com a Zoonoses”, pontua Carlos Lemos. “O correto é evitar qualquer tipo de contato com o animal, comunicar a diretoria e indicar a localização exata do animal”, orienta o diretor.
Contato
A população pode entrar em contato com a Diretoria de Vigilância em Zoonoses pelos telefones 3030-4121 e 3030-4056, de segunda a sexta-feira, das 7h às 11h30 e das 13h às 18h. “A colaboração da população é fundamental para o fortalecimento da vigilância contra a doença. É por meio do contato e do relato das pessoas que conseguimos atuar de forma efetiva no monitoramento e controle das zoonoses”, reforçou Daniel Graziani.
A raiva é uma zoonose transmitida principalmente por meio de mordidas, arranhaduras ou contato da saliva de animais infectados com mucosas e ferimentos. Como medida preventiva, a Prefeitura de Goiânia disponibiliza vacinação antirrábica permanente para cães e gatos em dez pontos da capital, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h: • Centro de Zoonoses – Rodovia GO-020, Km 08 – Fazenda Vau das Pombas • Distrito Sanitário Norte – Rua Carijós, 260-402 – Setor Urias Magalhães • Distrito Sanitário Sul – Praça C 221, s/n – Jardim América • Distrito Sanitário Leste – Avenida Cristóvão Colombo, 136 – Jardim Novo Mundo • Distrito Sanitário Sudoeste – Avenida Milão, s/n – Residencial Eldorado • Distrito Sanitário Campinas-Centro – Rua 67-A, 221 – Setor Norte Ferroviário • Distrito Sanitário Noroeste – Avenida do Povo, Quadra 81, Lote Área – Jardim Liberdade • UPAVet – Avenida José Martins Guerra, s/n – Jardim Balneário Meia Ponte • Hospital Veterinário da UFG – Avenida Esperança – Campus Samambaia
Fotos: SMS
Legenda: Saúde recolheu e investigou 251 morcegos e 118 macacos na capital
Secretaria Municipal de Saúde (SMS) – Prefeitura de Goiânia